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Segundo R. Braun, “o desenvolvimento sustentável representa um processo voltado para a busca do equilíbrio interior de cada um de nós rumo a um mundo melhor, e para galgarmos patamares superiores de consciência coletiva e estruturação social teremos que exercitar o crescimento interior de indivíduo para indivíduo”. Para tanto, consideramos de importância fundamental que possamos ter o direito de reivindicar um atendimento mais humanizado em Saúde, com resultados menos iatrogênicos. Isto só será possível por meio da conscientização de alguns aspectos do modelo oficial de Saúde:

1º- Estudar, discutir e ter uma clara compreensão da atual visão dominante do mundo, a qual é determinada por paradigmas sociais que representam os valores, crenças, hábitos e normas coletivas que formam o quadro de referência para a sociedade (Devall e Sessions –1985).

2º- Estudar, discutir e ter uma clara compreensão das ações e pensamentos do mainstream (fluxo principal do sistema em que vivemos )

3º- Corrigir a atual visão restrita do mundo, a qual tem levado a um desequilíbrio de nossos pensamentos e sentimentos, valores e atitudes e de nossas estruturas sociais e políticas (Capra, 1982)

Na saúde, o Paradigma Básico adotou como definição oficial de Saúde uma sensação de bem- estar físico, mental e social, a ausência de sensações de mal-estar, ou seja, ausência de sintomas, e com este princípio promove toda a atuação voltada à cura em todas as instâncias, instituições e ministérios de saúde. Este conceito surgiu nas suposições gerais da Europa medieval, onde, por desconhecimento do ser humano, SINTOMAS como a dor, a febre e outros passaram a ser considerados como doenças. Buscaram-se intuitivamente, então, elementos para eliminar estes sintomas, cujos desdobramentos resultaram na identificação da saúde como a ausência destes.

Do final do século XIX ao início do século XX, com o desenvolvimento e crescimento da indústria química, dos subprodutos do petróleo, a poderosa e multimilionária indústria petrolífera começou a desenvolver químicos cada vez mais potentes que bloqueassem sintomas. Baseado nesta verdade esta nascente vertente da indústria petroquímica (a partir daí denominada farmacêutica) criou padrões e normas baseados em técnicas e raciocínios exclusivamente químicos e com experimentações baseadas em intoxicações repetíveis em animais de laboratório, as quais podiam confirmar os seus - e apenas os seus – experimentos. A seguir impôs-se economicamente (e não cientificamente) estas técnicas como a base ou verdade científica sobre as quais todas as outras técnicas deveriam se reportar e comprovar.

Como resultado desta APROPRIAÇÃO INDÉBITA DA VERDADE, temos atualmente consideradas não científicas e desqualificadas como curandeirismo ou esoterismo todas as técnicas vibracionais ou frequenciais que para atuar utilizam-se de princípios da Física, e não da Química, assim como todas as técnicas que não podem sofrer experimentação em animais de laboratório, como as que dependem de sensações ou emoções exclusivamente humanas e que, apesar de não passarem por testes com milhares de cobaias, apresentam uma experiência clínica estatisticamente comprovável com milhares de pessoas.

O PARADIGMA OFICIAL DE SAÚDE é totalmente anti-humanitário, anti-recuperação das funções orgânicas e antieconômico (para as pessoas, os profissionais da área de Saúde e os governos, mas não para a indústria de medicamentos e aparelhagem diagnóstica e cirúrgica) hoje baseado no poder das grandes indústrias farmacêuticas com seus lucros exorbitantes e sua influência em investimentos pesados, em midia, e a sua influência sobre os profissionais de Saúde determinando as medicações e terapêuticas que devem ser utilizadas quando em pesquisas feitas por elas mesmas, o que, obviamente, significa resultados parciais.

O NOVO PARADIGMA em Saúde deve ser discutido e decidido levando em consideração as terapias sistêmicas, integrais, complementares, vibracionais, energéticas ou sutis que tratam e resgatam valores, filosofias, estilos de vida e saberes que são próprios de cada um e de todo habitante de Gaia, pensado numa relação da interconectividade com os outros seres que habitam o planeta. Também considerando a estimativa dos cientistas que 79 % da população mundial depende de fontes exclusivamente naturais para o tratamento de enfermidades elencamos alguns pontos prioritários para alcançarmos o tão almejado desenvolvimento sustentável:

1º- Que Saúde é o funcionamento adequado, equilibrado, do organismo e do ser, em harmonia – ecologia interna -, sem intoxicações exógenas ou endógenas, sem estresses químicos, mecânicos, eletromagnéticos, econômico-culturais, que possamos viver em um ambiente sócio-cultural que permita ao indivíduo um crescimento interior e a busca pela alegria de viver.

2º- O tratamento das doenças deve se dar por meio de técnicas que propiciem uma correção das funções celulares e orgânicas, de desintoxicação orgânica, do desbloqueio e modulação (regulação) das estruturas e funções das células, orgãos e sistemas além da correção e das suas funções interativas e integrativas.

3º- Que o ser humano seja considerado como um ser com estruturação e múltiplos sistemas de controles e homeostases (químico – hormonal, elétrico–neurológico,eletro-magnético, órgãos dos sentidos e meridianos,além dos fatores mentais, emocionais, memoriais, arquetípicos etc.) e que todos estes fatores devem ser levados em consideração e avaliados pelo profissional de Saúde, com conhecimento, para determinar a(s) técnica(s) que o paciente necessita para sua recuperação.

4º- Desenvolver e implementar uma formação inter e transdisciplinar dos profissionais de Saúde para que estes possam se habilitar da melhor forma possível dentro do Novo Paradigma para tratar o seu paciente.

5º- Patrocinar o desenvolvimento de pesquisas científicas fora dos pressupostos reducionistas presentes no dualismo cartesiano, utilizando-se padrões múltiplos, e integrando técnicas como a Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Fitoterapia, Homotoxicologia, Antroposofia, Ayurvédica,Terapia Floral, Bioressonância, Psicoterapias (todas as abordagens), técnicas vibracionais, técnicas manipulativas, técnicas naturistas, técnicas corporais, nutrição) além da Alopatia.

6º - Respeitando a particularidade de cada indivíduo e seu meio étnico e geográfico.

7º- Criar sistemas públicos de saúde e estruturas clinico-hospitalares a partir de pesquisas e discussões baseadas nestes novos Paradigmas.

Finalmente, a distribuição dos recursos monetários, humanos e tecnológicos para o estudo e implementação das ações definidas acima devem ser realizados segundo princípios inter e transdisciplinares, ou seja, pela participação com igual direito de discussão, participação, pesquisas e comprovação de TODAS as técnicas terapêuticas ou associadas que existam, e não apenas aquela denominada Alopática, como atualmente é feito.

Este artigo é uma síntese do relatório da Oficina no II Fórum Social Mundial de 2002 em Porto Alegre-RS intitulada “Outro Mundo/ Outras Terapias”, organizada pelo IPETRANS – Instituto de Pesquisas Transdisciplinares com a coordenação do autor e relatoria da antropóloga e Profª da UNESP, Elda Rizzo de Oliveira, a quem agradecemos de coração.

Eduardo Sejanes Cezimbra, cirurgião-dentista homeopata



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COMENTÁRIOS (2)

EDUARDO SEJANES CEZIMBRA às 15:22h do dia 25/5/2011
Cara Valéria,
Grato pelo apoio.
De minha parte tens meu consentimento.
Acredito que o Ecomedicina também se pauta pelo CC (Criative Commons), não?
ABC fraterno (Anraço e Beijo do Cezimbra)


VALÉRIA HINOJOSA às 05:18h do dia 25/5/2011
Muito bom o conteúdo . Poderia disponibilizá-lo para publicação em minha revista que estará sendo lançada em breve?
Aguardo contato.
Forte abraço.
Valéria Hinojosa
www.terapiascomplementares.net









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