| 18 de maio de 2012 | 15:06h | Boa tarde |

Europa, meados do século XIX. Ciências e ideias que hoje sofrem preconceitos e são trucidadas pela ciência dita oficial eram apenas linhas de pensamento e, como tais, tratadas com seriedade. A Homeopatia se destaca neste contexto, e no livro O Magneto, de Mauro Camargo, que tem como pano de fundo a ebulição da ciência e da sociedade neste período.
"Este contexto funciona como um pano de fundo para o enredo, onde os personagens vivem seus dramas: amores, separações, mágoas, reencontros. O conteúdo moral do livro encaminha o leitor para a importância da paz de espírito, vinculada à necessidade de autoconhecimento e eliminação da mágoas, fator causal de tantas doenças", destaca Mauro Camargo.
Ele conta que a ideia do livro surgiu com seu romance anterior, Paris, setembro de 1793. "Durante as pesquisas descobri o quanto a teoria do Magnetismo Animal, de Mesmer, influenciou pensadores. O magnetismo partia do princípio de que todo ser humano é igual, indiferente de raça ou condição social, e isso se encaixava nos ideais do Iluminismo. O Magneto vem na sequência, se passa logo em seguida, quando os movimentos sociais, também influenciados pelo Iluminismo, ganhavam espaço", explica Mauro.
Se no contexto histórico a Homeopatia se destacava, há também uma razão pessoal para ela ganhar espaço em O Magneto. "Sou paciente de um homeopata (Dr. Marco Giostri) há dezenas de anos, além de muitos outros membros da minha família. Como terapia, a Homeopatia é inconteste. Logicamente, no romance ela é tratada com toda seriedade e clareza histórica que merece. Talvez o mais importante seja o contexto histórico onde ela é inserida, já que o texto se destitui de interesses proselitistas", diz.
O Magneto é o quinto romance de Mauro Camargo, que, além de escritor, é dentista. Ele é autor, também, de Paris, setembro de 1793; publicado em 2008; A Ilha de Alor, lançado em 1997 e que deve ser publicado novamente em breve; Bala, perdida?, de 2000; e Ana Cabeluda do Pano na Cabeça, de 2003.